sexta-feira, 2 de abril de 2010

Acordar

De prata a lua me banha,
de ouro o sol me aviva
e pássaros me convidam a dançar.

Rimar sei tanto quanto sorrir.
Mas as manhãs, ora mais,
alimentam-me de rimas.

Nasce, então, do pouco que restou
algo que me arrasta para a vida
e que, de tão pequeno,
não posso destruir.

Levanto, pois.
Café, torrada, sambinha bom.
Ê coragem, cadê você?
Pra quê?
A vida, a vida, a vida...
Ela não está aí fora.
Está cá dentro,
me entranha
e me goza.

Contida?
Como quiser.
Como querer.