terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ora, se tua hora é chegada,

não se vá aos pedaços,

que uma facada só já me basta.

 

Ora, se teu tempo é chegado,

não conte nossos pecados

do que já se passou.

 

Diga apenas o que há de doce,

o bom e bobo dos amores,

a carne quente,

as noites ardentes,

os sussuros,

atrás de um muro,

manhãs de domingo,

a graça do perigo

e tudo mais que vivi contigo.

 

E não pergunte se bem eu fiquei,

o luto é lei

para que esse amor

não seja apenas delicadeza,

mas sentida dor.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

uma pausa sem versos.

Pode parecer óbvio, mas somente há muito pouco me veio a iluminação do porquê as pessoas fumam, razão que também está me tentando a fazê-lo. É simples: uma desculpa para afastar-se das pessoas sem ofendê-las. É perfeitamente justificável dizer:

- Vou ali fora, fumar um cigarro, volto logo…

No máximo diriam… ah… acabando com sua vida…. blablabla.

Já se fosse dito assim:

-Estou um pouco entediado, vou ali fora me entrenter com meus próprios pensamentos.

Já se sabe…

Outra: ocupa os momentos de ócio, sem prejudicá-lo.

E, por fim, encurta a vida.

Sou uma viciada a priori.