sábado, 20 de dezembro de 2008

Minguando…

Se não sabe o que quero.

uma contradança, senhor.

Se não sabes o que gosto,

palavras bonitas, senhor.

 

O que me desagrada é teu desagrado

teu destino desatinado

que tenta me excluir

mesmo que docemente.

 

Se não sabes o que sou,

mulher minguante, senhor.

Foi o que tuas palavras incisivas

fizeram e fazem de mim.

 

E preciosa já não sou,

mas guardo com zelo,

os restos tristes de meu sorriso,

que já te ofertei com tanto gosto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Dignidade, antes que tarde II

Desculpa, não leio silêncios

Devias saber que só sei gerá-los,

Assim como gero culpas,

sem saber tê-las pra mim,

remoê-las

remoê-las

não…

Não sou senhora dessas coisas.

 

Sou senhora e só.

Medíocre e sozinha,

mas não o direi nunca mais.

Dignidade, antes que tarde.

Dignidade, antes que tarde.

Sabes que me mato

A hora é tardia

Mas tão logo

Não haverá hora alguma.

 

Uma perdição sem fim…

Agora volta a seu começo

E meu amor é apenas um adereço

Entojado, rejeitado sim, somente por ti.

 

Muito menos do que outrora fui

Sou agora

E não sem dor me refaço

Para sempre voltar a me perder

em teu descompasso,

em teu pulso fraco, mas decidido.

 

Um adeus seria mais digno.