terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ora, se tua hora é chegada,

não se vá aos pedaços,

que uma facada só já me basta.

 

Ora, se teu tempo é chegado,

não conte nossos pecados

do que já se passou.

 

Diga apenas o que há de doce,

o bom e bobo dos amores,

a carne quente,

as noites ardentes,

os sussuros,

atrás de um muro,

manhãs de domingo,

a graça do perigo

e tudo mais que vivi contigo.

 

E não pergunte se bem eu fiquei,

o luto é lei

para que esse amor

não seja apenas delicadeza,

mas sentida dor.

Um comentário:

Rodrigo disse...

Se precisar de um ombro amigo o meu está sempre disponível pra você