quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

descaminho

Acredite, eu vi!

Havia um véu cobrindo o mundo,

Quando aqueles olhos chegaram

E rasgaram tudo.

Aqueles olhos rasgados!

Por trás de tantas rendas,

Existe ser que pulsa!

Inevitável se perder em seus giros, curvas e labirintos

Desejar sua tez como doce cobertor,

Seu som,

Tom...

Que des(a)tino!

Não, não se desate!

Não se desarme assim.

Não se venda por tão pouco.

Não se perca nas curvas.

Não se engane pelo cheiro.

Não se deixe levar por seus ca(pri)chos!

Acredite! Por trás disso há ser que pulsa!

Há gente!

E, se você perder,

Se você se enganar,

Se você quiser nadar apenas na superfície,

Se você preferir o jardim,

Se você preferir não se embrenhar,

Se você usar apenas um terço da capacidade máxima de seus pulmões...

Ah! O tempo se perde...

A vida se perde...

Ela te perde...

E aqueles olhos se fecham.

E, com eles, todo o invisível,

O inefável...

Que des(a)tino!

Descaminhe...