segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Chego só.
Quem, perdido na tarde, esperaria por mim?
Dedico-me,
poetiso,
mas sentimento mesmo fica só cá.
Calado.
Existindo para os outros.
Amantes baratos
e amores valorosos.
E, no final, parto só.
O que ficaria para mim?
Além da carne triste,
a fala triste,
os olhos tristes
longos
pesados.
Quem não cansa, afinal,
de atirar palavras assim,
como flechas,
atiradas sem alvo
sem ouvidos
sem ecos
sem resposta.