sábado, 27 de janeiro de 2007

Por que é ela?

Ela é que o vento carrega em dança.

Ela que tem os movimentos mais doces e sinuosos.

E tem a memória de vida mais antiga.

Nem fadas, nem pintores sabem quantas almículas ali resistem.

Quantas almículas ali se contém,

E, sob o disfarce de seguir o eterno galante,

Dançam como doidivanas

E se gritam, como só a vida sabe se gritar,

Fazendo-se ver bem

Diante da vista incansável

da moça sentada sob a árvore mais outonosa da Br Luz.

Que só deseja

Leveza

Apenas o suficiente para dançar com a brisa.

Como disse Zizi, quem sabe a morte.

Quem sabe na morte...

A dança.

Ah! Dança... quem sabe?