quinta-feira, 7 de junho de 2007

Por hora, fica a dor do amanhã
a eterna saudade do que se passa agora
Vivo tudo com esse peso
Felizes são os ignorantes
Vivo tudo ciente de sua iminente diluição
Vivo com retinas cansadas de tanto passado
de ver o passado no presente
de ver o presente como passado...

O mundo inteiro parece já ter passado,
em especial as novidades.

Por hora, estou com leve inclinação para o tédio,
para as tarefas repetitivas e docemente fatigantes,
que é quando desperta a parte menos bruta de mim.

Por hora, não ser se estou com uma tristeza difícil
ou com uma alegria fácil.
Em verdade, quero apenas me morrer em tudo que há de exterior a mim,
matar tudo do que preciso precisar
e deixar pegadas apenas nas vielas mais escuras da alma.

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