segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Te tenho em mim
não como tatuagem,
mas sim como úlcera,
como coisa que não vejo
e sinto doer de quando em vez.
Te tenho em mim tão inconscientemente
como minhas artérias viscerando cá dentro
sem eu me dar conta.
Te tenho como sono e te durmo.
És em mim como súbito desejo de banho de chuva em noite quente de novembro.
Em verdade, eu queria te chover.
Te ter em ti
Tocável
Visível...
Te ter ali e além
Te ter como meu bem
Enfim, te ter em mim.

2 comentários:

Rodrigo disse...

De quem você está falando hein?

Não é de mim não né? =/

Anônimo disse...

Quisera eu ter-me em ti, mesmo como tatuagem, mesmo que apenas superficialmente, já me contentaria ... mas que eu pudesse sempre estar ali, acompanhando-te.

Você é uma mulher anos-luz a frente de seu tempo...

abraços,

Augusto