sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

E eis que o coração dilacerado
cansado de amar
desiste.

...

Mas o corpo...
Ah! O corpo revoluciona-se...
E surge esse amor de pele.
E surge esse amor de vísceras.
Surge essa coisa entranhosa,
Soberana que me toma.

Minha pele te gritou tudo, eu sei que sim.
Mas meu coração...
Ele permanece calado
Abismado diante de todo o amor que não fora capaz.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006