sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Ela, de repente, com ela mesma.

Sabe, nessas tardes quentes de azul profundo, azul infinito, percebo que o mundo é severo e irresistível, como o azul. Condenados à felicidade. Estranho, estranho. E eu, somente a muito custo consigo extrair de mim uma alegriazita.
Não, os outros é que extraem.
De mim mesma não sei o que extraio. Nada, talvez.
Puxa, agora me deu uma saudade de mim! Queria agora me abrigar em meus braços, contar meus segredos(quais, meu daimon? será que nem segredos eu tenho?) e rir um pouco. Rir o riso puro e tolo dos apaixonados. Saudades e saudades de meu riso puro e tolo. Gosto de me ver, me escutar e me sentir sorrir, como uma mãe gosta do riso do filho mesmo antes de ser mãe.
Mas tudo isso se desfaz diante do outro, não sou nada.
Maldita alteridade!!