sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Hoje me perdi numa mecha de cabelo

Hoje um manto de mágoas me distanciou

(ainda mais)

de tudo e de todos.

Hoje pude mergulhar num oceano profundo

sem me molhar

(a não ser pelas lágrimas).

Hoje me perdi de mim

Soltei minha mão

Não! Por favor! Não...

Não sei andar solta assim...

Resgate-me!

Não... não sei quanto deixarei aqui quando voltar pra mim

Não estou pronta pra aceitar um mundo ordenado de volta.

Não sei se o tempo passou...

(o céu ainda está lilás como quando acordei)

Ou se estou presa nesse eterno segundo do hoje.

Hoje, com todas as armas para extirpar o tédio,

Preferi deixar-me seduzir por sua morosa arte de me levar ao nada.

Hoje é hoje

E sempre estou presa

Sempre é hoje

Um hoje sempre igual a esse

Lilás e longo.

domingo, 20 de agosto de 2006

Moço...
Moço.
Olha que eu me mato te matando.

Moço, moço...
Olha que esses olhos me matam
Olha que esses olhos me cegam do resto do mundo...

Oh, moço...
Olha que eu me aproximo
Olha que eu me apaixono
Olha que o tempo se perde
Olha que a vida se ganha
Olha que a minha perna treme
Olha que eu durmo nesse colo
Olha que eu me perco nesses braços.

Moço, moço!
Cuidado...
Olha que eu te beijo
Olha que eu te agarro
Olha que eu te roubo...

Moço, moço...
Olha que eu não aviso mais o que vou fazer...