sábado, 19 de agosto de 2006

Rainha de Copas

Eu sou minha própria rainha
E reino só.
E só tenho o reino.
Nele reino,
Nele rio.
Crio,
Recrio.
Nele me expando
E me retraio.
Dona dele sou.
Dono meu ele é.
Ele me preenche,
Ele me abriga.

Eu sou a rainha sem cetro
E sem trono.
Mas tenho uma rede grande
E janela aberta para o nascente.


Mas não te preocupes,
Também há espaço para ti
Seja nas tardes vermelhas de julho,
Seja nos dias azuis de agosto.
Há espaço para ti.
O que protege meus domínios
É apenas essa cerca baixa.
Pule.
A porta está aberta,
A janela também.
Vem.
E, quando quiser, vai.

A monarquia morreu dentro de mim.
Eu me recuso a te ter
Seja como meu domínio
Seja como meu rei.
Continua estando assim
Não te preciso
Mas te quero.

E vem logo!
A tarde é longa
E vermelha...
Demais para uma solitária...

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