segunda-feira, 31 de julho de 2006

A desconhecida

O que há além do jardim?
Além das tulipas e miosótis,
Além do sol e doce brisa,
Além das delicadezas e pequenas ternurinhas
O que há?

Não me pergunte...
Não me pergunte!
Quando me tiveres conhecido
Verás o sombrio bosque que há.

E o que há além do bosque?
Além das sombras e espinhos,
Além dos galhos secos e retorcidos,
Além do perigo,
Das dores velhas e remoídas,
Dos grandes medos,
Segredos,
Além do teu obscuro
E misterioso “eu”
Dos teus venenos
que fizeram lar do bosque
O que há?

Não me pergunte...
Não me pergunte!
Nem quando me tiveres conhecido
Nem quando tiveres enjoado do jardim
Nem quando enfrentar o bosque
...
Creio que jamais conhecerás o que há além...

Os meus domínios
(Ou o que eu não domino)
que eu não sei explicar
nem entender...
Os meus fardos
E meus tesouros
Que não compartilho
Às vezes por não saber
Às por não querer...

Ah... Esse meu mundo que eu não posso te contar
Basta sentir
Caso queira
Caso possa.

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